Me perdi no ponto de partida,
Retrocedi, ao invés de seguir em frente.
Corro, mas já não tenho outra saída
Para esse sentimento intermitente.
Quente e frio,
Vivo ao léu, meu peito é vazio,
Coração esmagado por incertezas.
Não sei mais por onde me guio,
Para tornar mais curtas nossas sutilezas.
E agora, com um toque, me acalmas.
Do mundo das almas
Volto eu com o corpo intacto
Para então selarmos o pacto
Para o qual batemos palmas,
E ao qual resistiremos ao impacto.
A verdade se revelará logo,
Tomarei uma atitude, eu juro.
E mesmo estando tudo obscuro,
Me ilumino, e às trevas me jogo,
Haja o que houver,
Para que o nosso amor seja mais puro.
Escrito em conjunto com Beatriz Camargo, do blog "Em Busca de Alguma Coisa..."
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