domingo, 1 de agosto de 2010

Preces Pagãs

Quando menos se espera vem a lei,
A paixão mal resolvida, o súbito,
O desespero daquele que foi rei
E de um dia para o outro se viu súdito.

Esta força destruidora da coragem,
Que inibe o tempo todo a nossa glória,
Faz da vida um momento de estiagem
E consome a infinidade da memória.

De onde vem essa obscura imagem
Quando penso ter encontrado o caminho?
Me deparei novamente com a barragem,
Eu sou o pássaro derrubado do ninho.

Tão singelo o meu cair deste abismo,
Meu flagelo particular, meu sorriso
Fechado para esta sessão de batismo
Até que os anjos me carreguem de improviso
E me levem, junto com eles, ao paraíso.

Um comentário:

  1. Qualquer reza é reza, nem que a voz só sirva para nós mesmos.

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