quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cinco Dias

O mundo vibrou, o céu já não estava igual.
Parecia que eu tinha continuado, ou voltado ao normal.

Cinco dias se passaram desde então, para muitos, tempo de menos,
Para poucos, saudades de mais.
Saudades de um tempo mais simples talvez, saudades talvez
De quem te fez mais feliz no quarto dia,
Ou de quem te ligou no primeiro.

Talvez seja saudade da solidão do dia zero, antes de tudo existir.
Quem sabe não seja vontade de te ver.
Quero um santo remédio pra esquecer, ou pra lembrar
Que ninguém jamais havia me amado
Antes de o quinto dia chegar.

Talvez o quinto dos infernos seja meu lugar, talvez...
Talvez meu talvez não seja apenas talvez quando você chegar.
Nunca esperei nem lutei, mas vi tudo se conquistar,
Tenho medo de onde possa parar.

Cansei de sofrer por você, cansei de pensar sem entender.
Talvez seja pobre o meu rimar,
Não quero enfeitar minha razão.
Se o meu pecado é amar que eu ame,
Mas que não ame na solidão.

Quando o sexto dia chegar, pode ser que a tristeza volte,
Pode ser que o amor se revolte, pode ser que a vida estranhe.
Pode ser até que ele não chegue,
Onde chegarei sem ele?

E no sétimo dia chorarei de novo, com todos os pecados da vida.
Tentarei voltar ao passado, ao zero, ao um, ao quatro.
Na memória conseguirei com certeza, pela intensidade dos dias,
Porém jamais sentirei novamente teu abraço, ou escutarei tua voz.

Uma voz ausente se foi, pela escolha do fraco,
E pelas distâncias do céu.
Só me resta a triste reflexão, e, por fim,
Os milagres da minha vida de fel.

Nenhum comentário:

Postar um comentário